quinta-feira, 19 de março de 2020

O perfil da maior parte dos mortos relacionados ao novo coronavírus na Itália, o segundo país mais afetado até agora pela pandemia, se assemelha aos da China, epicentro do novo vírus: os efeitos são particularmente fortes nos idosos do sexo masculino que já conviviam com alguma doença.


https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51919755


Epidemia ou 'infodemia'? A guerra de versões sobre o coronavírus na Europa




PANDEMIA

Coronavírus expõe mazelas sociais da Índia: habitação, saneamento e informalidade

Trabalho precário, acesso restrito a água e problemas nos setores de saúde e moradia dificultam prevenção da doença



Centenas de trabalhadores vivem aglomerados entre os depósitos dos mercados de especiarias na Velha Delhi, coração da capital indiana - Praveen S. / Brasil de Fato

Evitar aglomerações e lavar as mãos com água e sabão. Duas orientações simples para prevenir a transmissão do coronavírus estão distantes da realidade de milhões de habitantes da Índia.
Cerca de 19% de toda a população mundial sem acesso a água potável vive no país, cujos centros urbanos têm como marca registrada a alta densidade populacional – mesmo em tempos de quarentena.
A Índia é apenas o 47º país no ranking dos mais atingidos pela pandemia, mas especialistas alertam que o cenário pode se agravar rapidamente se o governo não tomar medidas drásticas.
Esta semana, o Ministério da Saúde indiano reportou a terceira morte em decorrência do coronavírus, após contabilizar 137 pacientes que testaram positivo para a doença. O Brasil, por exemplo, só registrou a primeira morte ao se aproximar dos 300 casos confirmados.
A fragilidade do sistema de saúde também é motivo de alerta no segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes. A preocupação é que as condições precárias e desiguais de tratamento resultem em uma taxa de mortalidade maior que em outras regiões do planeta.
https://www.brasildefato.com.br/2020/03/18/coronavirus-expoe-mazelas-sociais-da-india-aglomeracoes-saneamento-e-informalidade

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Em 2019, a Covid-19 foi relatada da China. Mais uma vez uma zoonose emergente transmitida por morcegos. Um evento não surpreendente já que, segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 60% dos agentes infecciosos recentemente identificados que afetaram as pessoas nas últimas décadas foram causados por patógenos originários de animais ou produtos de origem animal. Destas infecções zoonóticas, 70% são originárias da vida selvagem e os quirópteros foram indicados como importantes reservatórios de novas zoonoses perigosas e mortais como o Ébola, Marburg, SARS, Lyssavirus, Melaka ou Henipavirus.


Esses números têm uma magnitude muito maior do que a de todos os óbitos ocorridos pela COVID-19 desde que surgiu na China e que giram em torno de 12.955 óbitos em todo o globo dos 303.065 casos totais registrados até 21 de março de 2020.
O boletim epidemiológico emitido pela Saúde Pública Italiana, no entanto, é claro, e repetindo os números da China demonstra que, no plano estatístico, a gravidade da doença está quase restrita às faixas etárias idosas e aos doentes crônicos.
A análise fala por si mesma, estamos diante de um fenômeno que, excetuada a causa infecciosa, poderia ser comparado, no tocante à população efetivamente atingida, à onda de calor que varreu a Europa em 2003 e matou milhares de idosos.

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